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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Tirinhas :: Prova

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Carta do sogro para o futuro genro


Prezado Pedro, meu futuro genro. 

Não consigo dormir desde que prejudiquei o seu namoro com minha filha. Estou escrevendo esta carta na esperança de que você esqueça o que eu disse e me perdoe. Quando o vi pela primeira vez, fiquei surpreso com suas tatuagens e o piercing no nariz, mas hoje vejo que isso não é assim tão importante. 

Vejo, também, que andar de moto em alta velocidade e sem capacete não é assim tão perigoso, desde que seja tomado cuidado com os demais veículos do trânsito. E que a minha reação ao fato de você nunca ter trabalhado foi bastante inadequada e demasiadamente radical e injusta. Estou bastante convicto de que muita gente boa e capacitada também deve viver sob pontes e dormindo nos parques. 

Agora entendo, também, que o fato de minha filha ter apenas 17 anos e querer se casar com você, em vez de estudar em uma renomada Universidade, é simplesmente uma alternativa para a sua formação, já que nem tudo na vida se aprende nos livros e na escola. 

Às vezes eu percebo quão retrógrado eu posso estar sendo quando interfiro em assuntos dessa natureza, e reconheço que estava errado. Fui um tolo em ser contra o namoro de vocês e gostaria de me redimir dizendo que o abençôo para se casar com minha filha. 

                               Um grande abraço, 

                                                                       Seu futuro sogro. 

  P.S. Parabéns pelo acerto na Mega-Sena!



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Como você quer sua vida?



Um barco ancorou em uma pequena vila mexicana. Um turista americano elogiou o pescador mexicano pela qualidade do seu peixe e perguntou quanto tempo ele levou para pescá-los. 
- Não muito tempo - respondeu o mexicano.

- Mas então, por que você não ficou mais tempo fora e pescou mais? - perguntou o americano.

O mexicano explicou que a sua pequena pescaria foi suficiente para satisfazer suas necessidades e as de sua família.

O americano perguntou: 
- Mas o que você faz com o resto do seu tempo?

- Eu durmo tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos e dou um cochilo depois do almoço com minha esposa. À noite eu vou à vila para ver meus amigos, tomar alguns drinques, tocar violão e cantar algumas músicas. Eu tenho uma vida cheia.

O americano interrompeu:
- Eu tenho um MBA em Harvard e posso ajudá-lo! Você deve começar a pescar todos os dias. Você pode, então, vender o peixe extra que você pesca. Com a receita extra, você pode comprar um barco maior. Com o dinheiro extra que o barco maior irá lhe proporcionar, você pode comprar um segundo, um terceiro e assim por diante até que você tenha toda uma frota de pesqueiros. Em vez de vender o seu peixe a um intermediário, você pode negociar diretamente com as grandes indústrias e talvez até mesmo abrir sua própria fábrica. Você pode então deixar esta pequena aldeia e mudar para a Cidade do México, Los Angeles, ou mesmo Nova York! De lá você pode comandar o seu grande empreendimento.

- Quanto tempo levaria? - perguntou o mexicano.

- Vinte, talvez vinte e cinco anos - respondeu o americano.

- E depois disso?

- Depois? Bom, meu amigo, aí é quando fica realmente interessante - respondeu o americano, rindo - Quando o seu negócio ficar realmente grande, você pode começar a comprar e vender ações e fazer milhões! 

- Milhões? Sério? E depois disso?

- Depois disso você poderá se aposentar, viver em uma pequena aldeia perto da costa, dormir tarde, brincar com seus filhos, pescar alguns peixes, dar um cochilo depois do almoço com sua esposa e aproveitar suas noites bebendo e desfrutando da companhia de seus amigos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quem é o idiota?

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.
Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente, eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor de 2.000 REIS.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
Ele respondeu:
-Eu sei, ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda!"

Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:

- A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
- A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
- A terceira: Se você for ganacioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é : a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é  o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tese de doutorado

Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o 'notebook' e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?

- Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.

- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?

- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!

- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.

O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois... silêncio. Em seguida,
>o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma aos trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido. Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda e resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:

- Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?

- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos. O lobo não se conteve com a petulância do coelho:

- Ah! Ah! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...

- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me a minha toca? O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem  toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e.. silêncio.

Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido. Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem alimentado, palitando os dentes.


MORAL DA HISTÓRIA

1. Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;

2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;

3. Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria;

4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;

5. O que importa é QUEM ESTÁ APOIANDO A SUA TESE

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O pesadelo do Pai

O pai entra no quarto do filho e vê um bilhete em cima da cama.
Ele vai até lá, já temendo o pior, e começa ler o seguinte:

"Caro Papai, É com grande pesar que lhe informo que eu estou fugindo com meu novo namorado, Juan. Estou apaixonado por ele. Ele é muito gato, com todos aqueles "piercings", tatuagens e aquela super moto BMW que eu adoro.

Mas não é só por isso,descobri que não gosto de jeito nenhum de mulheres e como sei que o senhor não vai consentir, com isso vamos fugir e ser muito felizes num "trailer". É que ele quer adotar filhos comigo, e foi tudo que eu sempre quis para mim. Juan acha que eu, nossos filhos adotivos e os seus colegas "gays" vamos viver em perfeita harmonia.

Não se preocupe papai, eu já sei me cuidar, apesar dos meus 15 anos já tive várias experiências com outros caras e eu tenho certeza que Juan é o homem da minha vida. Um dia eu volto, para que o senhor e a mamãe conheçam os nossos filhos.

Um grande abraço e até algum dia.
De seu filho com amor.”

O pai quase desmaiando continua lendo.

PS: Pai, não se assuste. É tudo mentira e estou na casa da Mariana, nossa vizinha. Só queria mostrar pro senhor que existem coisas muito piores que as notas vermelhas do meu boletim que está na primeira gaveta.

Abraços,
Seu filhão, burro, mas macho.