Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Conto :: Conversa no MSN

Ricardo chegou em casa cansado por mais um dia estressante de trabalho e antes de qualquer coisa resolveu relaxar em frente ao computador... Quando viu já estava batendo papo no MSN, algumas conversas com amigos e parentes ele se cansa, quando de repente...

Silvana Diz: Ei!

Ricardo Diz: Eiiiiii, quanto tempo, está em Manaus ainda?

Silvana Diz: Não. Acabei de me mudar, inclusive minha internet acabou de ser instalada.

Ricardo Diz: Então resolveu voltar para sua terra natal, o Rio de Janeiro...

Silvana Diz: Bem, na verdade estou em Curitiba.

Ricardo Diz: Curitiba? Aqui em Curitiba? Curitiba, Paraná?

Silvana Diz: Isso mesmo, surpreso?

Ricardo Diz: Nossa! Muito surpreso, me passa seu endereço que vou passar aí agora para te ver.

Silvana Diz: rs, que isso apressadinho, as coisas não são assim não, tem que rolar um papo antes.

Ricardo Diz: Mas eu vou aí para conversar, simplesmente.

Silvana Diz: Simplesmente?

Ricardo Diz: É, o resto vai depender do papo.

Silvana Diz: Tá certo. Então olhe pela janela.

Ricardo Diz: Puta que pariu! Você tá de brincadeira, eu aqui desesperado e você me vendo... Sua sacana!

Silvana Diz: rs, é legal, né?

Ricardo Diz: Vem aqui em casa então, vou fazer uma comidinha para nós.

Silvana Diz: Vou só tomar um banho, vai fazer aquele macarrão que eu adoro?

Ricardo Diz: Nem lembrava que você adora o macarrão de le Richard. heheheeh. Farei sim.

Silvana Diz: Oba! Então, eu levarei um vinho. Até daqui a pouco.

Ricardo Diz: 100%, nós vemos então. :*

Ricardo Off-line

E foi assim que Silvana conseguiu entrar no apartamento de Ricardo e matá-lo com cinco facadas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Conto :: Existe alguém certo?

Alberto caminhava na praia pensando na briga que teve com a namorada. Sempre acontecia dele ficar remoendo as palavras e frases sitadas na situação, procurando entender por que disse certas coisa e qual o motivo de ter ouvido outras. Lembrou que tudo começou por causa do gato que apareceu na sala, o gato de estimação de Laura, ele começou a acariciar Alberto, que não gosta de bichanos, e com raiva afastou o bichinho, mas Laura exergou um chute e foi o suficiente para reclamar dele e uma reclamação puxou a outra, até que terminaram o namoro.

Alberto não entendia direito o motivo da separação, ficava tentando enxergar sua culpa, será que ele deveria gostar de gatos? Ou então a Laura deveria ser mais compreensiva? Ele buscava uma resposta para um possível novo encontro e colocar sua opinião sobre, e se fosse o caso pedir desculpas ao bichano.

Na verdade não existem culpados, existem pessoas que pensam diferentes sobre determinados assuntos. Por exemplo. É errado pular pelado em uma lagoa? Para algumas pessoas é uma atitude imoral, para outras, mostra a naturalidade do indivíduo. Tudo é questão de ponto de vista. E quem pode decidir quem está certo? Será que temos esse direito?

Depois de muito pensar Alberto voltou a casa de Laura e expôs tudo o que pensou e se desculpou com ela, mostrando a opinião dele sobre o ocorrido. Laura compreendeu e também desculpou-se, alegando estar com a cabeça quente, por conta de problemas de doença do gatinho. No final tudo deu certo, mas deu certo, por que eles tiveram a consciência do acontecido, mas será que todos temos isso?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Conto :: Uma estória de amor bem diferente do convencional

Havia dias que Lúcia não comia e aquela situação já estava incomodando Ricardo. Então ele chegou até ela e disse:
- Você tem que esquecer isso, meu amor!
- Não dá, Ricardo! Ainda é muito forte. Você fala isso, porque não foi contigo.
- De certa forma, foi sim, não na mesma intensidade, mas foi! A perda de uma pessoa é importante para qualquer um, mas em cada um tem uma importância diferente e em você é muito maior, afinal era sua mãe.
- Pois é Ricardo, não queria comparar.
- Eu sei, Lúcia, mas já tem 8 dias que você só toma sopa e frutas, vive deitada o tempo todo, vai querer ir junto com ela e deixar sua filha sofrer como você sofre?

(pausa)
- Você tem razão, Ricardo, com certeza, tem razão, mas não sinto fome, estou fraca.
- Então temos que te reeducar a comer, hoje farei uma papinha para você, algo de fácil mastigação, mas que não é sopa.
- Tudo bem, vou aceitar. Você é um anjo em minha vida, eu não sei porque eu não te amo!
- São coisas da vida, Lúcia, coisas da vida.
- Mas você me ama, eu sei, e eu não consigo sentir o mesmo.
- Pode deixar que enquanto eu tiver sua companhia, ficarei bem, só tenho medo quando você começar a gostar de alguém de verdade...
- É, eu imagino, mas você entende, né?
- Claro, Lúcia, entender a gente entende... mesmo sofrendo bastante.

Lúcia não sabe exatamente se beija Ricardo ou não. Ela sabe que ele a ama, mas ela apenas gosta dele como amigo, não consegue perceber quando uma reação poderá machucá-lo ou ajudá-lo. A amizade dos dois é importante para Lúcia, mas pode prejudicar Ricardo. Então ela diz:

- Ricardo, quero que se afaste de mim.
De repente um prato cai. E Ricardo assustado diz:
- O que aconteceu, Lúcia?
- Imagino que se nós continuarmos amigos, você estará sofrendo e ficará difícil de encontrar um novo amor para ti.
- Lúcia, se você estiver bem, e eu puder ser seu amigo, do jeito que somos hoje, será suficiente para manter o meu amor. Não preciso que me ame, nem que me beije ou faça amor comigo, somente a sua amizade me basta, até porque, acho que é tudo que conseguirei de ti.
- Queria que as coisas fossem diferentes.
- Eu também Lúcia, mas Deus nos dá o fardo que aguentamos carregar.

sábado, 23 de abril de 2011

Conto :: Os apelidos dos amigos

Fazia frio naquela noite e Augusto queria sair, mas o frio era algo que lhe tirava a motivação. De repente uma ligação, alguns "hum rhum" e ele vai tomar banho. Sua mãe escutava de butuca e tentava descobrir. Esperou ele sair do banho e foi até seu quarto conversar.

- Vai sair, meu filho?
- Sim, mãe.
- Para onde vai?
- Ainda não sei, sairei com alguns amigos.
- Você não vai sair com o Carlos não, né?
- Você sabe que sim, né mãe? Nós já conversamos sobre o assunto.
- Hunf, você sabe que eu não gosto dessas coisas moderninhas de hoje em dia.
- Isso não é moderno mãe, existe há muito tempo, os gregos já eram assim, mas enfim...
- Leva um casaquinho que está frio.
- Tá mãe, tá bom!

E lá se foi ele, sair com os amigos e principalmente com o Carlos. Resolveram ir para um barzinho mesmo, jogar conversa fora, mas o frio... esse ser abominável das neves estava atrapalhando a diversão, resolveram ir para um lugar mais fechado e o local mais próximo, ficava um tanto longe, então pegaram os carros e foram. Augusto deu carona para Simone e no caminho, sem querer sua mão esbarrou na perna da moça. Foi o sufiente para o clima esquentar. Resolveram mudar a trajetória e foram para um local mais agradável para os dois e se divertiram muito durante a noite.

No outro dia Carlos encontrou com Augusto e indagou:

- Você e Simone, hein!
- Pois é, curitmos a beça.
- Seus danadinhos, podiam pelo menos ter avisado.
- Nós tentamos, juro, mas todos os telefones estavam fora da área de cobertura.
- É bem porvável, onde nós fomos o sinal é bem, ruim... Mas vem cá, me disseram que a Simone curte um fio terra, é verdade.
- Nem me fale... Quando descobri já era tarde.

Foi assim que surgiu o apelido de "Próstata" de Augusto.