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terça-feira, 26 de abril de 2011

Leões fugitivos

Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou. Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido a sua aula.

Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:

- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para para a mata, tive que voltar, porque quase não
encontrava o que comer!!

O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.

- E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários?

- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que eu comi a mulher que servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Elefante

Em 1989, Peter Davies estava de férias no Kenia depois de se graduar na Northwestern University. Em uma caminhada pela savana ele encontrou-se com um bebê elefante que estava com uma pata levantada, já havio sido abandonado pela sua mãe e pela manada por não poder mais caminhar. Peter se aproximou muito cuidadosamente, o pequeno elefante estava furioso e stressado. Peter ficou de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de madeira enfiado na sola da pata. O mais cuidadosa e gentilmente possível Peter removeu com a sua faca o pedaço de madeira.

Neste momento o elefante, vagarosamente, colocou sua pata no chão e fixou seu olhar diretamente nos olhos de Peter por tensos e longos segundos, que mais pareciam horas…
Peter ficou congelado pensando que seria atacado. Depois de um certo tempo o elefante fez um barulho bem alto com sua tromba, virou-se e foi embora, provavelmente em busca de sua mãe e da manada. Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.

20 anos depois, mais precisamente em 23 de maio de 2009, Peter estava passando pelo Zoológico de Chicago com seu filho adolescente quando eles se aproximaram da jaula dos elefantes. Uma das criaturas se virou e caminhou para um local próximo onde Peter e seu filho, Cameron de apenas 15, anos estavam.

O grande elefante encarou Peter, como a 20 anos atrás, levantou sua pata do chão e a abaixou por várias vezes emitindo altos sons enquanto encarava o homem. Todos ao se redor correram em desepero pois imaginaram que o forte e poderoso animal pudesse romper a barreira das grades e atacá-los. Neste momento Peter, segurando seu filho pela mão para que pra que não se amedontrasse, relembrou do encontro em 1989 e reuniu toda sua força e coragem, escalou a grande grade e entrou na jaula. Andou diretamente até o elefante e o encarou diretamente nos olhos, como que retribuindo o olhar daquele marcante momento na savana.

O elefante emitiu um som alto, peter sorriu e abraçou-o com a ternura que um pai abraça o filho. Neste momento o elefante enrolou sua tromba na perna de Peter e o jogou uns 8 metros de distância, diretamente contra a parede e pisoteou por várias vezes até matá-lo.
Provavelmente, não era o mesmo elefante...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O português e a Gorila

Um dia, no jardim zoológico, observaram que a gorila entrou numa de ficar triste pelos cantos, não queria mais se alimentar, estava ficando fraca, doente... Até que chamaram um veterinário.
- O problema dela é depressão - disse o Dr. - Ela precisa de um companheiro para ter relações sexuais.
- Mas, Dr., nós não temos um gorila macho, e trazer um de outro zoológico pra cá é muito caro!

Nisso, um funcionário que acompanhava a conversa falou:
- Acho que tenho a solução! Tenho um vizinho português, muito peludo, quem sabe a gente o convence a transar com a gorila...

E assim, entraram em contato com o gajo. Este, de início, recusou:
- De jeito nenhum, ôpá! Isso é pecado! A Maria me abandona se souber...
- Mas, Seu Manoel... é por R$500,00, isso ajuda?
- Vou pensaire...

Dois dias depois, o português foi ao zoológico.
- Esta baim. Eu concordo, mas com três condições:
- Sim?
- A primeira é que não pode haveire beijo.
- Sem dúvida! A gorila não beija, pode ficar sossegado.
- A segunda é que não pode haveire foto! Se a Maria descobre...
- Tudo bem! Sem fotos! E qual a terceira condição ?
- Os R$500,00 ...
- O que é que tem ?
- Eu só posso pagar parcelado, em duas vezes!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Solidariedade

Domingo, fim de tarde e lá vai o bom e exemplar pai levar seu filhinho de quatro anos para um ecológico passeio pelo parque. De repente, no meio do passeio, eles avistam dois cachorros cruzando. O menino rapidamente pergunta ao pai:
- Pai, olha só que negócio estranho. O que está acontecendo com aqueles cachorrinhos?

O pai, ainda sob impacto da cena, responde:
- Ah, isso chama-se solidariedade.
- Solidariedade? O que é solidariedade, papai?

- Bom, meu filho... Por exemplo, o cachorinho que está atrás deve ter quebrado as patinhas da frente e seu o amiguinho cachorrinho está levando ele pra casa.
- Hum! A solidariedade é sempre difícil assim, papai?
- Como assim, meu filho?
- Ué, enquanto ele está sendo solidário, ainda tem que levar na bunda!